Por causa da intensidade do impacto, a Defesa Civil interditou 11 imóveis na região, sendo dez deles totalmente isolados por risco estrutural
Imagens capturadas por câmeras corporais de policiais militares documentam o resgate de um corpo entre os escombros de uma residência destruída por explosão ocorrida na quinta-feira 13, no bairro do Tatuapé, zona leste de São Paulo. O imóvel, conforme apontam as investigações, era utilizado para o armazenamento irregular de fogos de artifício.
Por causa da intensidade do impacto, a Defesa Civil interditou 11 imóveis na região, sendo dez deles totalmente isolados por risco estrutural. O corpo localizado no local é de Adir de Oliveira Mariano, de 46 anos, cuja identidade foi confirmada pelo Instituto Médico Legal neste sábado, 15. A Secretaria da Segurança Pública informou que o corpo já foi entregue à família.

Detalhes do resgate e registros policiais em Tatuapé
Pelo vídeo gravado por equipes do Grupo de Ações Táticas Especiais da Polícia Militar, é possível observar o momento em que agentes chegam ao portão do imóvel sem energia elétrica, com luzes de emergência refletidas no muro e um caminhão de serviço parado nas proximidades.
Em uma das gravações, um policial informa via telefone sua chegada ao local. Outro agente aparece em seguida e, por rádio, recebe a orientação para afastar curiosos por causa da chegada da equipe especializada. Em outro momento, um policial com lanterna comunica ter encontrado a vítima em uma área identificada como cozinha, depois da confirmação de um colega.
No áudio, os policiais conversam sobre a existência de grande quantidade de explosivos, incluindo o relato de que “há mais uma bomba aqui”, enquanto um dos agentes se abaixa para recolher um objeto. Os vídeos também mostram os policiais vasculhando detritos e comunicando, pelo rádio, que o corpo permanecia sob os escombros.
Outros trechos exibem a vistoria de um veículo na garagem e a identificação de três caixas, além de garrafas espalhadas pelo chão. Adir possuía dois registros policiais por soltar balões, ocorridos em 2011 e 2012, sendo absolvido em uma das ocasiões. Segundo a polícia, postagens em redes sociais também apontavam sua atuação nesse ramo.
Investigações e próximos passos
O delegado Filipe Soares, responsável pelo caso, declarou na sexta-feira 14, que Adir armazenava explosivos no imóvel, mas ainda não havia elementos para afirmar se ele fabricava ou manipulava os artefatos. As investigações buscam esclarecer se ele agia sozinho ou com apoio de terceiros, a fim de individualizar as responsabilidades.
De acordo com nota da Secretaria da Segurança Pública, a investigação está sob responsabilidade da 5ª Central Especializada de Repressão a Crimes e Ocorrências Diversas (Cerco), unidade especializada que procura identificar todos os envolvidos, inclusive possíveis fornecedores dos materiais apreendidos.
*Fonte: Revista Oeste