Regime amplia reação política e militar enquanto Washington reforça presença na região
A escalada entre Caracas e Washington ganhou novo capítulo nesta semana, quando o regime venezuelano anunciou mobilizações contínuas em áreas próximas ao Caribe. Neste sábado, 15, o ditador Nicolás Maduro ordenou que moradores de seis estados organizem vigílias e atos diários contra a retomada das manobras militares dos norte-americanos em Trinidad e Tobago.
O chefe do regime afirmou que a iniciativa deve reunir estruturas civis, unidades militares e forças de segurança. Ele disse que os grupos devem agir de forma coordenada e manter bandeiras venezuelanas expostas como sinal de resistência. Segundo Maduro, a articulação busca responder ao que ele descreve como riscos externos vindos do litoral caribenho.
Maduro realiza mobilização em áreas estratégicas
A convocação envolve Bolívar, Delta do Amacuro, Monagas, Anzoátegui, Sucre e Nova Esparta, regiões que ficam próximas ao arquipélago trinitário. Para Maduro, a movimentação dos norte-americanos representa ameaça direta à estabilidade local. Ele acusou Washington de fomentar ações hostis e criticou o governo de Trinidad e Tobago por permitir as operações conjuntas.
As manobras entre a Marinha dos EUA e as Forças de Defesa de Trinidad e Tobago foram confirmadas pelo ministro Sean Sobers, que informou a volta dos militares ao país caribenho. Em outubro, exercícios semelhantes ocorreram com a presença do contratorpedeiro USS Gravely.
Na época, Caracas acusou os governos trinitino e norte-americano de arquitetar uma operação clandestina e rompeu um acordo energético. A primeira-ministra Kamla Persad-Bissessar chegou a ser declarada persona non grata.
A tensão aumentou ainda mais na sexta-feira 14, quando o Pentágono relatou um ataque a uma embarcação suspeita de transportar drogas perto da costa venezuelana. A ação integra uma ofensiva antidrogas iniciada em setembro, que já destruiu cerca de 20 barcos e resultou na morte de dezenas de suspeitos ligados a redes consideradas terroristas pela gestão do presidente Donald Trump.
O regime chavista afirma que essas operações servem de pretexto para enfraquecê-lo. Trump declarou que já tomou uma decisão sobre a Venezuela, sem detalhar qual.
*Fonte: Revista Oeste