Operação reforça ofensiva de Washington contra o comércio de petróleo ligado a redes sancionadas
As forças dos Estados Unidos intensificaram a pressão sobre a Venezuela nesta quarta-feira, 10, ao reter um petroleiro que navegava em área próxima ao país. Integrantes do governo Donald Trump afirmaram que a operação mirou um navio usado no transporte de petróleo sob sanções.
A ação ocorreu em águas internacionais e teve participação de várias agências de segurança americanas, segundo a secretária de Justiça, Pam Bondi. A embarcação operava com bandeira falsa e teria deixado um porto venezuelano sem registro adequado.
Nicolás Maduro acusou a Casa Branca de violar a soberania venezuelana e classificou a medida como interferência externa. O chanceler Yván Gil afirmou que a retenção do petroleiro representa ato de pirataria e disse que os EUA tentam controlar os recursos energéticos do país.
Reação de Caracas e avanço da pressão militar de Trump
Trump confirmou a captura, descreveu o navio como um dos maiores já retidos por militares norte-americanos e sugeriu que a carga ficará sob controle dos EUA. O republicano também elevou o tom contra o presidente colombiano, Gustavo Petro, a quem já relacionou a atividades ilegais.
Today the @FBI and our partners executed a seizure warrant for a crude oil tanker off the coast of Venezuela – used to transport sanctioned oil from Venezuela and Iran. The tanker has been used in recent years in an illicit shipping network supporting foreign terrorist… pic.twitter.com/32w0tG93jy
— FBI Director Kash Patel (@FBIDirectorKash) December 10, 2025
A retenção do petroleiro amplia o cerco militar de Washington ao regime venezuelano. A indústria petrolífera de Caracas está sob sanções há anos, embora a Chevron mantenha operações autorizadas ao lado da estatal Petróleos de Venezuela. As exportações seguem como principal fonte de receita do país, hoje com a China como maior destino.
Plataformas de rastreamento indicam que o navio tinha como última rota o trajeto entre Basra, no Iraque, e Georgetown, na Guiana. Segundo o FBI, a embarcação fazia parte de uma rede que move petróleo sancionado de Venezuela e Irã e abastece grupos classificados pelos EUA como organizações terroristas.
*Fonte: Revista Oeste