Ex-ministro de Dilma defendeu atuação do banco privado, mas proposta não avançou
O Banco Master tentou viabilizar uma operação para gerir recursos do programa Minha Casa, Minha Vida de forma independente. A proposta, apresentada ao governo federal, previa que a instituição atuasse sem nenhuma subordinação administrativa ou financeira à Caixa Econômica Federal. As informações são do portal Metrópoles.
O plano foi formalizado em março de 2024 pelo ex-ministro do Esporte do governo Dilma, Ricardo Leyser Gonçalves, representante da VBG Engenharia. No documento enviado ao Ministério das Cidades, o projeto sugeria que o Banco Master e outras financeiras privadas recebessem verbas da União para contratar construtoras em municípios de pequeno porte.
O objetivo da articulação era focar cidades com até 80 mil habitantes. Segundo a proposta, o Banco Master teria autonomia para gerenciar os contratos, eliminando o papel da Caixa na análise e na liberação de medições de obras.
A proposta do Banco Master para a habitação
De acordo com o ofício, a intenção era criar uma capacidade de execução paralela à do banco público. Leyser argumentou que instituições como o Banco Master são mais flexíveis e enxutas para atender às necessidades de mais de 5 mil prefeituras brasileiras.
“Subordinar a Modalidade Oferta Pública a qualquer tipo de subordinação financeira e/ou administrativa à CEF significa a inviabilização da participação das instituições financeiras privadas”, afirmou o representante no documento. “As instituições financeiras tomarão para si o risco de contratação das construtoras.”
O Ministério das Cidades informou ao portal que nunca regulamentou a modalidade, apesar das reuniões entre executivos da pasta e representantes da empresa. Além da falta de normas, o governo federal declarou que não havia dotação orçamentária para a operação.
Em novembro de 2025, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master. A medida foi tomada após a identificação de fraudes bilionárias na instituição, que somaram cerca de R$ 12,7 bilhões.
*Fonte: Revista Oeste