Impasse diplomático e bloqueios no Estreito de Ormuz impulsionam cotação do barril
O preço do petróleo subiu nesta quinta-feira, 23, e alcançou o patamar mais alto em mais de duas semanas. O barril Brent atingiu US$ 106,08 às 21h15 de quarta-feira (horário de Brasília), com alta de 4,09%. Este valor representa a maior cotação desde o dia 7 de abril.
A valorização seguiu o anúncio de um cessar-fogo unilateral dos Estados Unidos. O governo norte-americano aguarda uma proposta do Irã, mas o regime iraniano negou o acordo de trégua. Ambos os países mantêm bloqueios navais no Estreito de Ormuz, via que escoa 20% da produção mundial de petróleo e gás.

Nesta quarta-feira, 22, a Guarda Revolucionária do Irã reteve dois petroleiros no local. Em resposta, o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) barrou a circulação de 31 navios. As ações militares dificultam a retomada do transporte de combustível pela região.
U.S. forces have directed 31 vessels to turn around or return to port as part of the U.S. blockade against Iran. 🇺🇸 pic.twitter.com/lG5ACEt7LR
— U.S. Central Command (@CENTCOM) April 23, 2026
Preço do petróleo e reação do mercado
A incerteza sobre o abastecimento elevou o preço do Brent nas primeiras negociações do dia. Às 8h30 desta quinta-feira, a commodity operava a US$ 103,03, com alta de 1,06%. O petróleo WTI também subiu 4,55% e chegou a US$ 97,19.
O negociador iraniano Mohammad Baqer Qalibaf condicionou a paz ao fim do bloqueio econômico. Ele afirmou que a estratégia dos EUA como “intimidação” e “violação flagrante” do cessar-fogo. Qalibaf disse que o país não cederá às pressões norte-americanas.
O pessimismo atingiu o mercado financeiro da Ásia. O índice CSI300 caiu 0,28%, e a Bolsa de Tóquio recuou 0,75%. Hong Kong (-0,95%) e Taiwan (-0,43%) também fecharam em queda. A Bolsa de Seul registrou a única alta da região, com 0,90%.
*Fonte: Revista Oeste