A presença de materiais com conteúdo político em áreas da Universidade Federal de Rondonópolis motivou uma ação dos pré-candidatos a deputado estadual e a deputado federal, Ulysses Moraes e Vinicius Santana, respectivamente, que estiveram no campus na manhã desta quarta-feira (6) para retirar cartazes fixados por estudantes.
Segundo os próprios envolvidos, os materiais continham críticas ao ex-presidente Jair Bolsonaro e referências a temas políticos nacionais, incluindo menções à pandemia e à atuação do governo federal anterior.
Em vídeo divulgado nas redes sociais, Ulysses Moraes e Vinicius Santana aparecem circulando pelo campus e retirando cartazes colados em paredes da universidade. Durante a gravação, os pré-candidatos classificam o material como irregular e afirmam que a prática seria proibida em ambiente público.
Eles também alegam que parte do conteúdo teria caráter ideológico e estaria vinculada a movimentos estudantis de esquerda, citando organizações como a União da Juventude Rebelião (UJR), associada a correntes políticas de orientação comunista.
De acordo com a fala registrada, os pré-candidatos sustentam que universidades públicas devem ser espaços voltados ao ensino e à formação acadêmica, e não à realização de manifestações político-partidárias.
A ação reacendeu discussões sobre limites legais para a fixação de materiais em áreas comuns, especialmente quando envolvem patrimônio público, regras internas das instituições e possíveis infrações administrativas.
Durante o vídeo, os pré-candidatos classificam a fixação dos cartazes como vandalismo e afirmam que, em sua avaliação, a prática configura irregularidade ao utilizar estruturas da universidade sem autorização.
Eles ainda incentivam que estudantes denunciem situações semelhantes em outras instituições, indicando que pretendem realizar ações semelhantes em universidades federais de todo o Brasil.
A ação repercutiu nas redes sociais e, nos comentários, as pessoas apoiam a retirada dos cartazes, defendendo que universidades devem manter foco acadêmico e evitar manifestações políticas em espaços institucionais.
