Miriam Leitão fala em “sensação” de preços altos no supermercado

Comentarista avalia que os preços dos alimentos estão caindo, mesmo que o consumidor não perceba

A comentarista Miriam Leitão afirmou nesta terça-feira (11), durante o Bom Dia Brasil, da TV Globo, que os brasileiros ainda têm a sensação de que os preços estão altos, mesmo com a desaceleração da inflação. Segundo ela, os números dos índices nem sempre correspondem à percepção de quem vai ao supermercado.

– A sensação que as pessoas têm conversando com as pessoas na rua é que, poxa, que notícia é essa? Que a inflação desacelera, mas eu vou com R$ 100 no supermercado, não consigo comprar quase nada, os preços estão super altos – diz ela.

Miriam explicou que a inflação mede a variação dos preços, e não o nível em que eles estão. Assim, quando a inflação desacelera, os produtos continuam mais caros, mas passam a subir em um ritmo menor.

– Olha, essa é uma coisa importante na economia, é que os números nem sempre coincidem com a sensação. Às vezes, você tem a sensação de preço alto, sensação de carestia, mesmo quando os índices estão mostrando queda – continuou a jornalista.

O IPCA registrou alta de 0,07% em julho, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 12 meses, o índice ficou em 4,44%, abaixo do teto da meta de inflação, de 4,5%.

A comentarista destacou que alguns produtos já apresentaram queda nos supermercados. Entre eles, estão alimentos como batata, tomate e café. Os alimentos tiveram recuo de 0,67% em julho, enquanto os combustíveis também registraram redução.

– Se você foi ao supermercado recentemente, viu que batata caiu, tomate caiu, café caiu. Mas, em geral, está difícil de fazer todas as compras – declarou Miriam, tentando convencer o telespectador.

Para ela, outros compromissos financeiros ajudam a explicar por que o consumidor ainda sente o orçamento apertado. Dívidas e despesas fixas reduzem o dinheiro disponível para as compras, mesmo quando alguns preços começam a cair.

Apesar disso, Miriam afirmou que julho e agosto podem trazer algum alívio para os consumidores. Ela avaliou que a inflação de agosto pode ser ainda menor e até registrar uma taxa negativa.

*Fonte: PlenoNews