Crime aconteceu em hospital particular na Zona Sul da capital paulista
Nesta quarta-feira (12), uma mulher de 29 anos denunciou um técnico de enfermagem por suspeita de abuso sexual dentro da UTI do Hospital Luz Vila Mariana, na Zona Sul de São Paulo. O caso teria ocorrido em 9 de julho, enquanto ela estava internada na unidade. A ocorrência foi registrada no 36º Distrito Policial da Vila Mariana.
A mulher havia sido internada dois dias antes, após passar mal no hospital onde trabalhava, em Diadema, na Grande São Paulo. Ela também atua como técnica de enfermagem. Segundo o relato, precisou ser entubada e permaneceu em coma induzido por dois dias na UTI.
De acordo com o depoimento prestado à polícia, a mulher acordou no dia 9 ainda com um tubo na traqueia e com a mãe ao lado. A mãe deixou o quarto por alguns minutos enquanto ela permanecia no leito. Nesse período, um técnico de enfermagem teria entrado para atendê-la.
Segundo a denúncia, o profissional teria segurado a mão esquerda da paciente e colocado sobre o órgão genital dele, fazendo movimentos de masturbação. Ainda conforme o relato registrado na delegacia, ele também teria colocado a mão nas partes íntimas da mulher.
A Polícia Civil informou que abriu um inquérito para investigar o caso. A vítima passou por exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML), e o laudo ainda está em elaboração.
– Assim que concluído, o documento será analisado pelo delegado, que prossegue com as demais diligências para o esclarecimento dos fatos – disse a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP).
O QUE DIZ O HOSPITAL
Em nota, o Hospital Luz Vila Mariana afirmou que não aceita qualquer forma de violência contra mulheres e que pretende colaborar para esclarecer o caso. A unidade também informou ter iniciado uma apuração interna após receber a denúncia da paciente.
– O Hospital Luz Vila Mariana não compactua com qualquer forma de violência contra a mulher e tem total interesse na completa elucidação deste caso. Assim que os profissionais da unidade receberam a denúncia da paciente, foi aberto um processo de apuração envolvendo as áreas de Atendimento, Medicina e Compliance, que inclui entrevistas, verificação de imagens de câmeras e análise do prontuário. Todas essas informações estão à disposição das autoridades competentes – diz a nota.
*Fonte: PlenoNews