Pré-candidato à Presidência e parlamentares de oposição pressionaram Alcolumbre pela leitura do requerimento na sessão do Congresso
O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), elevou o tom ao cobrar a instalação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Banco Master pelo presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União-AP).
O senador afirmou que não teme investigações envolvendo sua relação com o empresário Daniel Vorcaro ou com o Master. Ele acusou a esquerda de evitar apoiar a criação da comissão e disse que parlamentares governistas “têm medo” da investigação. “Nenhum deles assinou a CPMI”, disse. “Assinei todas porque não tenho nada a esconder.”
O senador do PL também vinculou o caso Master a outros escândalos envolvendo o PT. Nesse sentido, afirmou que a CPMI deveria investigar supostos pagamentos relacionados ao filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
“O suspeito de receber mesadinha de R$ 300 mil é o filho do presidente da República (Lulinha)”, disse o parlamentar. “Esse é o lado da corrupção. Do outro lado, está o filme do presidente Bolsonaro, que recebeu investimento privado de alguém que, à época, não tinha absolutamente nada que desabonasse sua conduta.”
O senador também criticou a atuação da Polícia Federal. Além disso, acusou o governo de interferência política em investigações com a troca de delegado depois de decisões envolvendo a quebra de sigilo de Lulinha, filho do presidente da República.
“Imagina se isso acontecesse no governo Bolsonaro”, afirmou Flávio. “O mundo tinha caído.”
Depois da fala de Flávio, o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) atacou a família do senador. De acordo com o petista, que não apresentou provas a respeito, dinheiro do filme Dark Horse serviu para bancar o ex-deputado Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.
Em resposta, Flávio cobrou informações de encontros secretos entre Vorcaro o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Oposição endossa pedido de criação da CPMI do Master
A pressão pela instalação da comissão também foi reforçada pelo deputado Carlos Jordy (PL-RJ). Ele alegou que a criação da CPMI do Master é obrigatória do ponto de vista constitucional.
Segundo Jordy, o requerimento já reúne 281 assinaturas — número acima do mínimo exigido: “A Constituição não confere margem de discricionariedade política ao presidente do Congresso”.
Na mesma linha, o deputado Luiz Lima (Novo-RJ) declarou que a comissão “não é favor político”, mas um direito das minorias parlamentares.
Lima também indagou Alcolumbre sobre a demora para instalação da comissão: “Se há fato determinado, prazo certo e assinaturas suficientes, quem estão tentando proteger?”.
*Fonte: Revista Oeste