Bolsonaro pede a Moraes que permita visitas e manifestações políticas

Defesa do ex-presidente da República entrou com um recurso no STF

A defesa de Jair Bolsonaro pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que permita ao ex-presidente receber visitas e fazer manifestações de caráter político-eleitoral.

Nesta sexta-feira, 24, os advogados protocolaram a solicitação ao juiz do STF.

O pedido consta de um recurso contra a decisão de Moraes que proibiu Bolsonaro de receber visitas e de divulgar manifestações com essa finalidade por qualquer meio, inclusive por intermédio de terceiros.

No recurso, a defesa alegou que a suspensão dos direitos políticos de Bolsonaro não permite restringir sua liberdade de pensamento e de manifestação.

Os advogados também afirmaram que a proibição de “visitas com finalidade político-eleitoral” é vaga e não estabelece critérios objetivos para o cumprimento da medida.

Caso Moraes mantenha as proibições, os advogados solicitaram que o recurso seja submetido ao julgamento da 1ª Turma do STF.

Recurso de Bolsonaro sobre visitas de Flávio

Ao abordar os crimes contra mulheres, o senador defendeu penas mais severas | Foto: Reprodução/youtube
Ao abordar os crimes contra mulheres, o senador Flávio Bolsonaro defendeu penas mais severas | Foto: Reprodução/YouTube

No começo desta semana, Bolsonaro enviou outro agravo regimental em face do entendimento de Moraes que suspendeu, por 90 dias, as idas do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao pai, na esteira da confusão que envolve uma carta.

Flávio leu o documento, durante uma live com apoiadores, ato visto por Moraes como violação de cautelares do ex-presidente.

A defesa de Bolsonaro, porém, rebateu os argumentos do magistrado ao mencionar que o ex-presidente não sabia que o texto seria publicado.

“A referência feita pelo senador Flávio durante a leitura do documento traduz manifestação por ele proferida e não corresponde à circunstância previamente conhecida pelo peticionário”, disseram os advogados. “A circunstância de a carta ter sido posteriormente divulgada em redes sociais decorreu de decisão adotada sem que houvesse prévia ciência do peticionário.”

*Fonte: Revista Oeste